sexta-feira, 26 de março de 2010

QUESTÕES ACERCA DO DESINTERESSE DOS ESTUDANTES PELO ESTUDO

Após a leitura do texto “Eles não querem aprender? O desinteresse dos alunos é um obstáculo cada vez maior à educação” (p.20-23), escrito por Roberta Braga na revista Profissão Mestre, senti necessidade de compartilhar as informações fantásticas que a autora aborda. Não existem muitas novidades, ela fala o que os pesquisadores da educação pensam acerca do desinteresse dos alunos pelo estudo e pela vontade de aprender. Existem muitas teorias e algumas destas serão descritas a seguir. Braga aponta os dois extremos educacionais, onde um defende a escola e o outro defende o aluno, dizendo que:
Para os estudiosos, o desinteresse é inerente à escola. Já os educadores acreditam que está relacionado à nova realidade social das crianças e adolescentes e ao acesso às tecnologias, que deixam o aluno mais imediatista. (2009, p.21)
Alguns castigos, como palmadas, eram frequentemente utilizados pelos professores nas escolas. Aos poucos esses acontecimentos foram desaparecendo, pois os alunos possuíam direitos, como todas as pessoas brasileiras, com a implantação da Constituição Federal de 1988. A relação aluno-professor tornou-se mais aberta e consequentemente o interesse deveria se tornar maior, porém não existem muitos testemunhos sobre deste fato.
A educadora Maria Rita de Assis César, da Universidade do Paraná, alega que “a escola é historicamente mais preocupada com comportamento do que com interesse”. A professora citada acima também coloca a falta de respeito dos jovens com os pais como sendo outro fator que reflete as atitudes dos alunos na escola, resultando em indisciplina e desinteresse.
Júlio Aquino Groppa, da Universidade de São Paulo (USP), faz uma analogia muito interessante, onde os alunos são consumidores e a escola é uma loja que não oferece o que os consumidores querem comprar. Acredita em uma pessoa como a dona de todas as verdades: “A escola é um lugar antigo no mundo do sempre novo. Escola boa é escola que funciona e isso só é possível pela transmissão de conhecimento dos mais velhos para os mais novos”. Faz uma crítica aos dois tipos de professores, existem os que tentam atrair a atenção dos alunos, os chamados de “animadores de platéia”, pois provocam um show em suas aulas, e os que não conseguem impor atitudes e se deixa levar facilmente pelo grupo, sendo chamados de “refém dos rebeldes”.
A falta de contextualização e a exposição de conceitos que nunca serão utilizados no dia-a-dia dos alunos tornam a aula maçante e monótona. Quando o professor faz a mesma coisa todos os dias, sem mudar uma virgula do método de ensino, os alunos se tornam desinteressados e revoltados. Maurício Apolinário acredita que as aulas estão desatualizadas, onde o mundo evolui muito, as tecnologias estão cada vez mais acessíveis e no entanto a escola continua a mesma de sempre. Este educador diz que o professor não deve ser um animador de auditório e afirma:
Acredito que o ensino-aprendizagem é um processo que demanda tempo e que acontece quando há significado, motivação e prazer, respeitando os alunos, levando-os a construírem seus próprios conhecimentos. (Op. Cit, 2009, p.22)
Marise Brandão, com 23 anos de experiência no Rio de Janeiro, fez a diferença e foi reconhecida mundialmente. Desenvolveu um projeto, que faz intercâmbio entre Brasil, Portugal e França, onde os alunos utilizam um blog para ampliar a aprendizagem em rede na sala de aula. No ano passado o prêmio Educadores Inovadores da Microsoft avaliou 58 países e o projeto brasileiro foi contemplado com o 3º lugar. Marise é adepta ao lema “quadro cheio, cabeça vazia” e está sempre em busca de novas formas de ensino dentro da sala de aula.
Os jovens estão se tornando impacientes com a leitura e as aulas, que não tem relação com o cotidiano do estudante, tornam-se desmotivadoras da busca pelo conhecimento. Maurício Apolinário diz que:
Não podemos nos conformar em ouvir que os alunos estão saindo da escola da mesma forma que entraram. O professor deve realmente ser professor. Mais da metade dos dois milhões de professores do Brasil está professor.
Outro que acredita na diversificação das aulas, na utilização de dinâmicas para promover o aprendizado é Ênio Homero Cavalcanti, ele coloca a inovação como uma atitude muito importante. Adriano André acredita em nos fatores que Cavalcante apresenta, porém é um pouco pessimista ao dizer que “Muitas escolas dão liberdade, mas é comum que os professores tenham medo que as mudanças fujam do controle” (p.22).
A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) foi construída com o intuito de melhorar a educação e em seu artigo 2º afirma:
A educação, dever da família e do Estado, inspira nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, no seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. (Citado por Braga, 2009, p.22)
Muitas pessoas depositam a principal responsabilidade da educação na escola e não é bem isso que a LDB nos remetem a pensar. Outros colocam a totalidade da culpa da má formação nos alunos. A educadora Jussara Barros declara que “Diante de tantos problemas, seria muito prático culpar os alunos, afirmando que são irresponsáveis, que não tem compromisso ou interesse diante dos estudos” e que “O professor deve atuar de forma a compartilhar os saberes existentes no espaço escolar, através de projetos que tragam temas do interesse dos alunos”.
O texto coloca que o professor pode sugerir o assunto a ser abordado, o aluno deve buscar instrumentos e escolher a direção que o trabalho vai seguir। Nesse caso o educador é o instrumento que apóia o grupo e supri as dúvidas que surgem ao longo das tarefas que serão cobradas. O conhecimento não está detido apenas no professor, todos podem contribuir e todos aprendem juntos. Tanto o aluno quanto o professor tem capacidade de colaborar e discutir o tema abordado.

Referência Bibliográfica:
Braga, Roberta. Eles não querem aprender? O desinteresse dos alunos é um obstáculo cada vez maior à educação. Revista Profissão Mestre.

2009: ANO INTERNACIONAL DA ASTRONOMIA

Por:
THAYSE ADINEIA PACHECO [thayse.pacheco@hotmail.com]
DIEGO DE MEDEIROS SCARABELOT [diegoscarabelot@yahoo.com.br]
GEISON JOÃO EUZÉBIO [geisoneuzebio@brturbo.com]

Introdução
Há muito tempo as pessoas se perguntam sobre o universo: De onde viemos? Como tudo foi formado? Muitas observações eram realizadas desde a antiguidade, várias teorias foram formuladas, alguns acreditam que o mundo foi criado por deuses e pode ser destruído por eles mesmos, outros que o mundo veio do nada, espontaneamente ou por um “caos criador”. Muitas destas teorias podem parecer absurdas, mas atualmente existem muitos seguidores das mesmas.
No século XVII o estudo dos corpos celestes se acentuou e as teorias mais famosas eram o Heliocentrismo (Sol como centro do nosso sistema planetário) e Geocentrismo (terra como centro de nosso sistema planetário). O Geocentrismo não possuía uma aceitação amigável pois estava contra o modelo proposto pela igreja católica, dominante naquele momento. Quem contrariasse as idéias propostas pelo catolicismo encontrava muitos problemas, podendo ser preso, torturado ou até mesmo morto, como foi o caso de Giordano Bruno que foi queimado vivo em praça pública.

Fundamentos históricos
Alguns teimosos se destacaram no campo da astronomia, como por exemplo, em 1609 o holandês Hans Lipershey que inventou um instrumento que mudou a história, uma luneta, que fazia os objetos parecer mais próximos. Galileu Galilei, italiano, resolveu apontá-lo para o céu, descobrindo então Júpiter e suas quatro luas, derrotando assim o geocentrismo que determina a Terra como centro do universo. Hoje acredita-se no heliocentrismo, pois se haviam luas em torno de Júpiter, nem tudo girava em torno da terra. Em comemoração aos 400 anos da descoberta de Galileu, a UNESCO declarou 2009 como sendo o ano da astronomia.
Juntamente com incríveis descobertas, Tycho Brahe, que era um príncipe dinamarquês, fez o primeiro mapa do Universo, acreditando no Geocentrismo, mas precisava de um matemático para ter a comprovação do estudo. Nesse momento Johannes Kepler, alemão, entrou para a história, este queria encontrar ordem no universo, o que não existia na Terra. Contrariava Brahe, colocando o Sol no centro do Universo conhecido até aquela época. Com idéias conflitantes o trabalho da dupla encontrou muitas pedras pelo caminho. Brahe fazia o possível para barrar os estudos de Kepler, não fornecia os relatos de suas observações, até que foi a uma festa, bebeu excessivamente e faleceu. Com esse acontecimento surgiu a necessidade de nomear um novo astrônomo imperial, foi quando Kepler obteve reconhecimento e herdou as anotações de Brahe. Em 1619 Kepler publicou a lei da harmonia do mundo, sendo considerado o primeiro astrofísico com o modelo que seguimos até hoje com alguns aprimoramentos, o da elipse.

Astronomia ou Astrologia?
Derivada do Grego (áster – astros) e (nomos – lei), então astronomia é a Lei dos Astros, já (logos – estudo), isto é, astrologia é o Estudo dos Astros. Astronomia e Astrologia têm origem comum, mas será que são a mesma coisa? Até o século XVII faziam parte do mesmo estudo, estavam diretamente ligadas, mas hoje em dia sabemos que fazem parte de observações distintas.
Para ser um astrônomo é preciso ter noções básicas de física e matemática, pois além de observar ele tem que acompanhar o corpo celeste, saber onde se encontra no céu, sua composição, tamanho, distancia em relação à Terra, como se forma e morre. Já o astrólogo fica focado em apenas uma parte dos corpos celestes, as estrelas, também sabe as posições, mas tenta identificar algum tipo de relação entre o deslocamento do astro no céu com a vida dos seres humanos, construindo horóscopos e mapas astrais.

Considerações Finais
Atualmente, com os avanços tecnológicos, com telescópios muito potentes e observatórios bem equipados o estudo astronômico é facilitado em relação aos séculos passados. Varias missões espaciais são realizadas, enviando sondas para detectar novas descobertas. Além de nossa Via Láctea conhecemos outras galáxias, de que elementos os astros celestes são constituídos. Agora, em 2009, comemoramos o Ano Internacional da Astronomia, em homenagem à Galileu Galilei, como já citado anteriormente.

Referências bibliográficas:
DAMASIO, Felipe. Galileu galilei - o primeiro físico. Disponível em: . Acesso em: 30 ago. 2009.
GLEISER, Marcelo. Poeira das estrelas. São Paulo: Globo, 2006. 275 p.
ZÊNITE, Astronomia No. Astronomia e astrologia. qual a diferença? Disponível em: . Acesso em: 04 set. 2009. UFRGS. Astronomia antiga. Disponível em: . Acesso em: 01 set. 2009.